A necessidade de proteger os mananciais
Os rios e as represas que são utilizadas para suprir as necessidades de água potável de nossas cidades precisam ser protegidos, muito mais que quaisquer outros locais. Afinal, trata-se de garantir água de boa qualidade para a alimentação e par a higiene das pessoas. Protegendo-se os mananciais, as prefeituras podem garantir água de boa qualidade, sem perigo de doenças.
Maneiras de proteger os rios e represas
Há necessidade de realizar diversos trabalhos para proteger os rios e represas, no sentido de se preservar a qualidade da água. Alguns desses trabalhos devem ser feitos pelas prefeituras e governos estadual e federal, como são os casos de leis que impedem ou restringem atividades econômicas indesejáveis nas proximidades dos cursos d'água. Outros são trabalhos que podem e devem ser feitos pelos próprios proprietários rurais, como o reflorestamento ciliar e os cuidados com a movimentação do solo e trato cultural.
A necessidade de proteger os rios e represas é decorrente da maneira errada de realizar o desenvolvimento do nosso país.
Ou seja, se tivéssemos evitado tanto desmatamento, não precisaríamos, agora, começar a replantar as matas nas cabeceiras e margens dos rios.
Benefícios com o reflorestamento
O reflorestamento é um bom negócio para todos. Através da plantação de mata nativa nas margens dos rios e da preservação onde ela já existe, é possível evitar a erosão e entulhamento do leito do rio com solo erodido (assoreamento).
O reflorestamento dificulta os agrotóxicos atingirem as águas e, o que é muito importante, o lençol subterrâneo é fortalecido e as minas d'água ficam mais abundantes, mesmo na estiagem. Os pássaros e animais voltam à região, o clima fica mais equilibrado e ameno.
Com a redução da erosão ocorre melhor conservação do solo, aumentando a produtividade. O imóvel é valorizado.
Código florestal
Pelo que dispõe o Código Florestal, uma faixa de terra de no mínimo 30 m (trinta metros) de cad alado do rio que corta qualquer propriedade não pode ser utilizado com culturas, criações e edificações. Esta faixa deve permanecer preservada permanentemente, com a vegetação nativa. Caso isto não seja feito, o proprietário ou o usuário do imóvel estão sujeitos às penalidades previstas na lei.
Programa de reflorestamento ciliar
O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba e Capivari, com o apoio das Prefeituras, Câmaras de Vereadores e Secretaria do Meio Ambiente (DPRN) e através de convênios com a CESP - Companhia Energética de São Paulo e SOBRADIMA - Sociedade Brasileira de Direito do Meio Ambiente organizou um amplo programa para reflorestar as margens dos rios e represas que são utilizados para abastecimento público.
O programa prevê a participação do proprietário (ou de seu arrendatário de terras) que assume a tarefa de replantar espécies nativas da região e frutíferas silvestres como jambolão, amora, pitanga, goiaba, etc. O Consórcio e a CESP fornecem diretrizes, assistência técnica e as mudas, gratuitamente. O apoio de órgãos da Secretaria da Agricultura, da Prefeitura local e das entidades privadas, pode ser conseguido.
Reflorestamento Ciliar
O projeto piloto do programa de reflorestamento da mata ciliar do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba e Capivari foi implantado no Município de Capivari, pois o Ribeirão Forquilha e seus afluentes, que formam o principal manancial de abastecimento de água para a população, estavam quase que totalmente comprometidos e estava aumentando anualmente os custos para o tratamento desta água. Por outro lado houve uma receptividade e uma vontade muito grande da comunidade no sentido de procurar solucionar o problema.
Os vinte e nove produtores de cana-de-açúcar pertencentes a esta micro-bacia plantaram 121.830 mudas até março de 2002.
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